segunda-feira, 21 de abril de 2008

MST humilha a Nação

Jamais existiu no País alguma outra entidade - no caso, agrupamento ou bando, já que não tem existência legal - capaz de demonstrar tamanho desrespeito pelas instituições como o Movimento dos Sem-Terra (MST). Esse bando não pode ser comparado a organizações guerrilheiras, pois estas, onde existem, são combatidas, com maior ou menor grau de sucesso, pelas forças policiais. O MST, embora use muitos dos métodos violentos daquelas facções insurretas, aqui recebe subsídios oficiais (por meio de entidades laranjas "legais") e é tratado com a maior deferência, a ponto de ser recebido pelo chefe de Estado e governo, que até já vestiu seu simbólico boné. Apesar desse tratamento, ao desrespeito junta-se a ingratidão quando o líder emessetista maior, João Pedro Stédile, ao explicar as razões do Abril Vermelho, afirma que "está na hora de o governo federal criar vergonha na cara".

Como há muito tempo têm se repetido o "Abril" e outros meses "Vermelhos", em que o MST e movimentos assemelhados realizam invasões, ocupações, bloqueios de estradas, depredações e numerosos atos de violência em vários Estados do Brasil, sempre usando o pretexto de protestar contra a lentidão da reforma agrária ou ressaltar datas que consideram simbólicas, em nada surpreendeu a maneira como "comemoraram" os 12 anos do chamado "massacre de Eldorado dos Carajás" - quando 19 sem-terra foram mortos em confronto com a polícia do Pará, em 17 de abril de 1996. A mobilização resultou em ações variadas, realizadas em 17 Estados e no Distrito Federal.

Em Mato Grosso, o bloqueio da BR-070 (que liga o Estado à Bolívia); no Distrito Federal, a invasão do Incra; em Minas, a ocupação da Fazenda Correntes; no Paraná, a invasão de 11 praças de pedágio; no Rio Grande do Sul, o bloqueio de 4 rodovias; em Santa Catarina, a invasão do Incra em Chapecó; em São Paulo, a ocupação da Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão Preto, a ocupação de agência do Banco do Brasil em Sorocaba e a invasão da Fazenda Saltinho em Americana; no Ceará, a ocupação de 4 fazendas; no Piauí, a invasão da sede da Caixa em Teresina; na Paraíba, a ocupação de 6 fazendas; em Sergipe, a ocupação da Usina Hidrelétrica de Xingó, em Canindé do São Francisco - estas foram algumas das façanhas dos sem-terra, só no dia 17, sem que fossem incomodados pela polícia.

Foi no Pará e contra a mineradora Vale, no entanto, que se chegou ao ponto culminante da "comemoração": a invasão da Estrada de Ferro Carajás (EFC), em Parauapebas, com paralisação de trem, feita por garimpeiros e apoiada por militantes do MST. A mineradora já havia obtido da Justiça, em março, uma decisão proibindo quaisquer atos contra ela, praticados por movimentos sociais, que significassem danos a seu patrimônio ou paralisação de seu funcionamento. Na liminar concedida a pedido da companhia, a juíza Patrícia Whately, da 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, reconhecera o direito do movimento de promover ações, desde que não fossem "atos violentos" ou interrompessem a atividade da empresa.

Na ocasião, Stédile dissera que tal decisão judicial era "uma idiotice" e prometera, solenemente, desrespeitá-la.

Stédile e o MST cumpriram a promessa. Tratou-se de uma desobediência - e melhor seria dizer deboche - à Justiça, anunciada com grande antecedência. Agora se reconheça: se há alguém no País que tenha se especializado em debochar da Justiça, este se chama João Pedro Stédile. Processado duas vezes, tem fugido de todas as citações e fica tudo por isso mesmo. Deixou de comparecer a todas as audiências e nada aconteceu. Ou melhor, aconteceu: ficou livre do primeiro processo - por incitação à violência -, que foi extinto. Quanto ao segundo processo, relativo a sua participação na organização e no próprio ato de depredação do viveiro da Aracruz pelas mulheres da Via Campesina, já escapou de duas audiências marcadas e continua por aí, dando palestras em aulas magnas de universidades e em outras exibições públicas, sem que ninguém lhe incomode.

O MST e seu líder maior não debocham só da Justiça. Com o generalizado desrespeito às instituições e às leis, esse bando humilha a Nação. E faz isso sob os olhos cúmplices e complacentes das autoridades federais, a começar do presidente da República.

Fonte

4 comentários:

Mário disse...

Quem precisa do MST e movimentos assemelhados? Alguém conhece algum país desse planeta que tenha algo parecido com esse movimento de "sem-terras". O que diabos vem a ser um sem-terra? Eu não tenho fazenda, então também sou um sem-terra? Se assim for, pelo menos uns 80% da população mundial deve ser de "sem-terras". O termo em si não faz sentido, a falsa demanda por reforma agraria é só um pretexto para a existência dessa quadrilha cujo objetivo é apenas solapar a democracia e lutar pelo socialismo. O que falta nesse país é alguém com coragem, ocupando um cargo no executivo que acabe com a festa. Alguém que resolva aplicar a lei, que dê um basta nessa baderna e não tenha medo de assumir a responsabilidade e definir o MST como aquilo que ele realmente é, uma associação de criminosos, uma quadrilha, uma agremiação que zomba da lei, do respeito ás instituições democraticas. O mais grave não é a complacência do governo, mas o fato de que essa malta é sustentada com dinheiro público! O MST é um escândalo, e ainda estamos esperando alguém que simplesmente tenha coragem de aplicar a lei. É só o que falta, coragem.

Anônimo disse...

Só no país do PAC (Pão, Água e Circo) q existem tais movimentos e latifundiários, a frente das reformas políticas e espoliadores do erário.
Só no Brasil que um atleta passa uma vida inteira treinando, dando duro para atingir a perfeição, e quando chega na hora do patrocínio, nem o governo ajuda, para comprar equipamentos, suplementos, passagem, hotel, etc...
Agora, para patrocinar um bando de vagabundos, q saem por ai quebrando o q não é deles, apoderando-se de ferrovias, hidroelétricas, terras q não são suas, matam e destroem tudo, as custas do estado.
Pergunto-me: QUE PORRA DE PAÍS É ESTE? QUE PORRA DE POVO É ESTE? Ou estou vivendo um pesadelo, ou sou muito imbecil, para ter que aturar tudo isso na passividade e morosidade da lei.
TEMOS QUE NOS UNIR, TEMOS QUE IR PARA AS RUAS, COM CARAS PINTADAS E NARIZES DE PALHAÇOS, CHEGA DESTE CIRCO, OU IREMOS PAGAR UM PREÇO MUITO ALTO POR TODO ESTE DESCASO...
Abrs

Carla Pola disse...

Bom...

Considero esses lixos bandidos e nesse governo¹³ nada será feito para parar esses ordinários...infelizemente...

Carla

Anônimo disse...

Nesse pais que é movido pelo agronegócio,e que qdo precisa de uma audiência não consegue,pois somente essa corja de vagabundos tem acesso a ser ouvido.Fico com vergonha de ser representado por esse governo ordinário.Como produtor rural que vive na eminência de ser incomodado por esses loucos fico aqui com uma dúvida e uma pergunta,o que será que faria caso minha propriedade que comprei e paguei com tanto esforço e trabalho fosse invadida? O que será que faria ?qual a loucura que seria capaz de fazer?Pois se existe justiça eu não esperaria que ela viesse,acho que iria as vias de fato.
Um pais que tem um safado que veste um boné desses covardes não merece de respeito.Nós qdo fomos fazer uma passeata em Brasília fomos recebidos pelos cachorros e pela polícia fortemente armada.Agora qdo vai um bando pois outro nome não merece são recebidos pelos presidente deles e até homenagem aquele calhorda do Stédile recebe pelo amigo e companheiro Lula.
Fica aqui mais um dasabafo de um produtor e recolhedor de impostos que qdo consegue qualquer benefício de repactuação de contas antigas com todos os juros absurdos embutidos,ainda é taxado de caloteiro e que quer perdão de conta.Mas essa conta vai ficar cara pra população,pois ta aí o preço dos alimentos e a culpa não é nossa.A culpa é de um idiota que virou pensador e economista depois que virou presidente.Etemos que aguentar suas bravatas públicas pelo mundo afora.Ficarei muito feliz qdo esse barbudo sumir do comando.